É estranho, interessante e ao mesmo tempo melancólico colocar um relógio ao lado de seu ouvido e ouvir o tic-tac e perceber o quanto estamos cada vez mais perto de fechar os olhos e esquecer essa vida, mais perto de morrer e quanto a vida passa rápido.
É incrível o medo que temos disso. Seria medo de morrer sem ter aproveitado nada ou me dedo de deixar aqui quem e o que amamos? Medo de que?
Mas esse medo, parcialmente é bom! Faz com que possamos aprender a valorizar o que há ao nosso redor agora, aliás, é assim que deveria ser. Porém, algumas pessoas só notam quando infelizmente já é tarde mais e não há muito a ser feito.
É ainda mais incrível e intrigante o modo como a morte funciona. Ela não classifica ninguém, não discrimina e nem escolhe. Ela apenas cumpre sua função sem compaixão alguma de quem quer que seja, para ela, todos são iguais e o objetivo é o mesmo. Não há o que fazer, não há como fugir.
Um simples movimentar de um ponteiro de relógio é mais que suficiente para que aconteça tudo! Imagine então o que pode ocorrer em todas as voltas que ele der! Não se sabe o que acontecerá, mas podemos deixar nossa marca aqui e aproveitar a vida enquanto é tempo, pois não se sabe o que acontecerá no próximo "tic-tac"!
Seria tão bom se as pessoas, ao invés de ter medo, morressem felizes por ter a certeza de que tudo nessa vida valeu a pena e não há do que se arrepender. E melhor ainda seria se não fosse preciso pensar ou falar sobre morte para que muitos acordassem e começassem a viver o agora. Faça o que deseja e cuidado, depois de amanhã, amanhã, hoje, agora, daqui a uma hora, um minuto ou até mesmo um segundo...pode ser tarde demais.

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